Carregar notas de maior valor no bolso ajuda a economizar, diz pesquisa

janeiro 31, 2012 under Terapia Financeira

O valor das notas que você carrega no bolso pode afetar os seus hábitos de consumo. Quanto maior for o valor da cédula, menos o consumidor se sentirá tentado a gastá-la, segundo um estudo feito por dois professores norte-americanos, e publicado no “Journal of Consumer Research”.

Ainda de acordo com o levantamento, quem faz compras com notas “maiores” se sente menos satisfeito, após a compra, do que aquele que usa notas de menor valor.

Para os pesquisadores e professores de marketing Priya Raghubir e Joydeep Srivastava, que conduziram a pesquisa, isso mostra que as pessoas uma nota grande em mãos acham mais “doloroso” gastá-la.

Os consumidores também preferem receber dinheiro em notas maiores quando a intenção é controlar os próprios gastos.

A pesquisa foi feita com diversos grupos de consumidores de idades e países diferentes.

Na China…

Na China, por exemplo, 150 mulheres com idades entre 25 e 45 anos receberam envelopes contendo uma soma de 100 yuans (a moeda do país).

O dinheiro foi dado de duas formas: um grupo recebeu uma nota de 100 yuans; o outro, uma nota de 50, duas de 20 e duas de 5. Elas foram avisadas de que poderiam guardar o dinheiro ou gastá-lo com um ou mais produtos (as opções de compra incluíam sabonete, xampu, roupa de cama e panelas).

Segundo a pesquisa, 20% das mulheres que receberam a nota de maior valor não gastaram o dinheiro. O índice caiu para 9,3% entre aquelas que receberam as notas de valores menores.

As mulheres que receberam as notas de valores mais baixos também se mostraram mais satisfeitas após a compra do que as que receberam notas “maiores”.

…e nos EUA

Em outra etapa do estudo, foi feita uma experiência com estudantes americanos. Eles receberam uma pequena quantia em dinheiro que poderia ser usada para comprar doces ou guardada. Uma parte dos estudantes recebeu uma nota de US$ 1 e a outra, quatro moedas de US$ 0,25.

Os estudantes se mostraram mais propensos a gastar quando tinham quatro moedas de US$ 0,25 nas mãos. Entre esses consumidores, 63% usaram o dinheiro para comprar doces. Entre os que receberam notas de US$ 1, 26% compraram doces. A quantia gasta também foi maior entre os que receberam moedas.

 Fonte: Uol

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É melhor pagar o IPVA à vista ou parcelar?

janeiro 27, 2012 under Terapia Financeira
Mesmo tendo o dinheiro, contribuinte pode parcelar se conseguir uma rentabilidade para seu capital superior ao desconto à vista, mas precisa ficar atento aos pagamentos Neste mês os proprietários de veículos devem tomar uma decisão entre pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) à vista ou em parcelas. Para saber qual a melhor opção, é preciso calcular se o desconto vale a pena.
Quem tem o capital necessário para pagar à vista, deve verificar se o desconto é maior ou menor do que o rendimento de seu dinheiro aplicado. Se o desconto for maior do que o rendimento, é melhor pagar à vista. Se for menor, compensa fazer o pagamento parcelado. Veja aqui mais informações sobre datas de vencimento, alíquotas e descontos em seu Estado.
“Quando o desconto do IPVA para o pagamento à vista é de 3%, por exemplo, pode ser melhor pagar em parcelado, já que é possível conseguir uma aplicação bem feita com um ganho de pouco mais de 1% ao mês,” diz Antonio de Azambuja Neto, professor de finanças da Universidade Guarulhos (UnG).
Quando o desconto é superior a 5%, entretanto, é mais interessante parcelar, já que é mais difícil conseguir uma rentabilidade que atinja este percentual em três meses.
Quem não tem todo o dinheiro do imposto deve parcelar os pagamentos, para evitar começar o ano fazendo novas dívidas. Mas, caso o desconto seja ainda maior do que o valor dos juros do empréstimo para fazer o pagamento, o que é muito difícil, pode tomar o dinheiro emprestado e quitar o IPVA.
Vai parcelar?
Para quem optou pelo parcelamento, Azambuja Neto alerta para a necessidade de atenção na escolha da aplicação e na hora de pagar as parcelas restantes, para não correr o risco de esquecê-las e ter que pagar juros. “Será necessário verificar bem a rentabilidade e não atrasar o pagamento, senão a estratégia de parcelar não valeu a pena,” diz.
Reinaldo Domingos, educador financeiro da DSOP Educação Financeira, sugere para quem for parcelar que “insira imediatamente o valor das prestações no orçamento financeiro.”
Ele diz ainda que é preciso lembrar que outras despesas futuras também demandarão capital. “Muitas pessoas acabam sendo influenciadas pelo desconto e esquecem que terá outros compromissos também de grande importância, o que pode levar a problemas financeiros, assim, antes de pagar esteja certo de todas as contas e com reservas para imprevistos,” afirma.
Vai pagar à vista?
Para quem optou pelo pagamento à vista, Domingos recomenda que, antes de pagar, o contribuinte tenha certeza que o dinheiro não fará falta para compromissos futuros. Caso contrário, afirma, “ficará vulnerável à entrar no cheque especial ou em financiamentos com juros altos.”
Como as famílias brasileiras têm diversas outras despesas no início do ano, além do IPVA, Domingos sugere ainda que a conta de maior prioridade para a família – ou aquela em que o valor do desconto é maior – seja paga de uma vez. “No caso daquelas que têm o carro como fonte de renda, o ideal é dar preferência ao IPVA.” O restante deve ser parcelado, diz.
Fonte: IG
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Orçamento: veja dicas para não extrapolar na conta de celular

janeiro 26, 2012 under Terapia Financeira
Se, por um lado, os celulares podem facilitar muito a vida das pessoas, por outro, seu uso intenso pode impactar bastante o orçamento familiar. Para administrar melhor esse recurso, vale observar as dicas que o educador financeiro Reinaldo Domingos preparou.

Melhor plano para sua realidade
Em primeiro lugar, estude os planos disponíveis no mercado, tendo sempre em mente que o consumidor tem um grande poder de barganha, por conta da portabilidade, ou seja, a possibilidade de trocar de operadora e manter o mesmo número e também pela grande concorrência entre as empresas.

Domingos explica que pequenas ações são capazes de gerar grandes economias, por isso, vale a pena procurar os planos que se encaixam melhor ao seu perfil.

Mude
Outra atitude é fazer uma análise do seu comportamento e, caso identifique que você não é capaz de se controlar, vale a pena tomar uma decisão um pouco mais drástica: mudar de plano pós-pago para pré-pago. Caso o plano já seja este, estabeleça um limite mensal de gastos e se proponha a passar por algum período sem crédito.

Ao ficar impossibilitado de efetuar chamadas, você vai descobrir que é possível viver sem celular. “Também verá que, em alguns casos, o aparelho celular é apenas uma maneira de suprir a solidão, principalmente, quando estamos parados no trânsito”, analisa Domingos.

Lembre-se, por fim, de que as contas de celulares também encarecem, por conta dos diversos recursos disponíveis, como as mensagens, e o acesso a músicas, jogos e vídeos. Por mais que sejam interessantes, custam e pesam na conta final.

Fonte: Uol

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IPVA e IPTU parcelados ou à vista?

janeiro 23, 2012 under Terapia Financeira
Especialista dá dicas de como ajustar as finanças e escolher a forma de pagamento de impostos deste início de ano

Início de ano é época de arcar com o pagamento de vários compromissos. Quem gastou além da conta no Natal necessita quitar as dívidas e aqueles que possuem filhos na escola precisam comprar material e uniforme. Fora todas essas despesas, ainda existem dois impostos que podem desequilibrar o orçamento financeiro para quem possui carro e moradia: IPVA e IPTU. Nesse caso, qual a melhor opção? Pagar à vista ou a prazo?

De acordo com o educador financeiro e presidente do Instituto DSOP, Reinaldo Domingos, a melhor opção na hora de efetuar o pagamento varia de acordo com a realidade financeira das pessoas. “Classifico a situação de cada um em três diferentes categorias. São elas: endividada, equilibrada financeiramente e investidora”, afirma.

Depende da situação

No caso de uma situação endividada ou equilibrada financeiramente, a dica do educador financeiro é optar pelo parcelamento, pois já se sabe que não há dinheiro disponível para o pagamento à vista. No entanto, ele alerta que “todo cuidado é pouco com os juros, que podem agravar ainda mais a situação financeira. Deve ser totalmente proibido recorrer ao cheque especial ou mercado financeiro, pois com os juros altíssimos será inviável arcar com os compromissos”.

Reinaldo Domingos também diz que, na existência de uma impossibilidade para pagar o IPVA ou IPTU à vista, alguma coisa está errada nas finanças. “Quem opta simplesmente pelo parcelamento não está combatendo a causa de não pagar à vista e ter os benefícios dos descontos, mas apenas tentando evitar o efeito do problema financeiro. Dessa forma, o melhor é refletir, reunir a família e dar início a uma reestruturação financeira”, explica o especialista.

Vantagem do desconto

Para a pessoa que estiver na situação de investidor, ou seja, que já tem o hábito de poupar parte do dinheiro e conseguir manter reservas financeiras para seus compromissos esporádicos, como é o caso do IPVA e IPTU, a recomendação é para o pagamento à vista, que no Ceará oferece até 10% de desconto no IPTU e 5% no IPVA.

“Só é importante ressaltar que é preciso ficar atento aos compromissos futuros, pois muitas pessoas acabam influenciadas pelos descontos e esquecem que terão outros compromissos também de grande importância ao longo do ano. Assim, antes de pagar, é fundamental estar ciente de todas as contas e com reservas para imprevistos”, avisa Reinaldo Domingos.

Organização

O presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira ainda dá uma última sugestão para evitar um futuro endividamento ou inadimplência.

“A dica é adotar uma agenda para o ano de 2012 e lançar todos os compromissos do ano como aniversários, datas comemorativas, prestações já assumidas, parcelamentos, além de não deixar de reservar dinheiro para os sonhos”, explica.

Com isso, prossegue, a pessoa terá plena certeza dos futuros acontecimentos e o que poderá gastar mensalmente se adequando ao verdadeiro padrão de vida. “Respeitar o dinheiro é uma premissa básica para a sustentabilidade e qualidade de vida”, afirma Reinaldo.

Fonte: Uol
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Nova classe média responde por quase 50% dos gastos com roupas em 2011

janeiro 19, 2012 under Terapia Financeira

SÃO PAULO – De tudo que foi gasto com roupas no Brasil em 2011, 48,4% saiu do bolso da nova classe média brasileira, ou seja, a classe C. Esses indivíduos foram os que mais gastaram com vestuário no ano passado, superando a elite e os emergentes.

De acordo com dados do Data Popular, divulgados nesta quarta-feira (18), a classe C gastou R$ 35,3 bilhões nesta categoria no ano passado. As classes A e B, juntas, gastaram R$ 24,5 bilhões, ou 33,6% do total gasto no setor, e as classes D e E desembolsaram R$ 13,1 bilhões, ou 18% do total.

Preocupação com a moda

O estudo ainda mostrou que 52,1% da nova classe média se preocupa em estar na moda.

“Ao contrário da elite, a nova classe média brasileira tem um pensamento funcional quanto à moda. Essa mulher pensa que, para alcançar melhores postos no mercado de trabalho, precisa estar bem apresentável, e aí entra a necessidade da moda em suas vidas”, explica o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles.

Para fazer suas compras, a nova classe média prefere os shopping centers e deixa as lojas de rua em segundo plano, estas sim preferidas pelas classes D e E. Além disso, 6 de 10 pessoas da classe média gostam de usar roupas de marca.

Usar uma roupa de marca é uma forma de se incluir, acredita a classe C. Já a elite vê as marcas como forma de obter exclusividade.

“Ou seja, se o jovem da Classe C adquire um tênis de marca renomada, ele visa apenas fazer parte do meio em que vive e ser aceito socialmente, enquanto o jovem da elite quer ser o diferente, ele quer aquele tênis que ninguém tem e, por isso, vai comprar no exterior”, diz Meirelles.

Regiões

No ano passado os brasileiros gastaram R$ 72,9 bilhões com roupas. Desse volume, o Sudeste respondeu por 48%, o Nordeste, por 21%, e o Sul, por 17%. O Centro-Oeste e o Norte contribuíram com 7% dos gastos cada um.

Fonte: InfoMoney

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Juros cobrados dos consumidores atingem menor nível desde 1995

janeiro 16, 2012 under Terapia Financeira

Os juros cobrados dos consumidores nos financiamentos alcançaram, em dezembro, o menor nível desde 1995, segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgado nesta segunda-feira (16).

A taxa média no mês passado foi de 6,58% ao mês, ou 114,84% ao ano.

Das seis linhas voltadas para a pessoa física que foram pesquisadas pela Anefac, uma se manteve estável e cinco foram reduzidas.

Especialistas dão 12 dicas para você se livrar das dívidas

 Em nota, a Anefac atribui a queda na maior parte dos empréstimos para consumidores às medidas que o Banco Central e o Ministério da Fazenda vêm promovendo para incentivar o consumo.

As medidas mais importantes nesse sentido, para a Anefac, teriam sido a última redução da taxa básica de juros da economia, a Selic (que, em novembro, caiu de 11,5% para 11% ao ano) e a queda do IOF nas operações de crédito.

Juros das lojas caíram para 5,36%, taxa do cartão de crédito ficou estável

Os juros cobrados nos financiamentos feitos diretamente pelas lojas caíram de 5,46% ao mês para 5,36% mensais.

A taxa do cheque especial teve queda de 8,41% para 8,36% ao mês; a do Crédito Direto ao Consumidor, oferecido pelos bancos, de 2,20% para 2,18% ao mês.

Caíram também os juros cobrados no empréstimo pessoal concedido pelos bancos (de 4,39% para 4,21%) e do empréstimo pessoal concedido pelas financeiras (8,88% para 8,66%).

No caso do cartão de crédito, a taxa se manteve estável, na comparação com novembro, em 10,69%. É a mesma taxa cobrada desde dezembro de 2010.

Expectativa é de novas reduções nos próximos meses

Entre os juros cobrados das empresas, todas as três linhas de crédito pesquisadas tiveram redução na taxa.

A taxa de juros média geral para pessoa jurídica caiu de 3,98% ao mês (59,92% ao ano) em novembro de 2011 para 3,87% ao mês (57,72% ao ano) em dezembro. É a menor taxa média de juros registrada desde fevereiro de 2011.

A expectativa da Anefac é que novas reduções sejam feitas nos próximos meses, tanto nos juros cobrados dos consumidores como das empresas.

 Fonte: Uol

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Para educador financeiro, aumento da inadimplência reflete falta de planejamento

janeiro 13, 2012 under Terapia Financeira

SÃO PAULO – Educador financeiro não vê nenhuma surpresa no crescimento da inadimplência observada em 2011, atribuindo o resultado à “grande festa do consumo” vista nos últimos anos e ao aumento da oferta de crédito, em meio à uma população que não dispõe de educação financeira.

A taxa de inadimplência subiu 5,34% no ano passado, frente a 2010, segundo dados da CNDL (Confederação Nacional de Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). De acordo com o presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, a falta de planejamento é um dos principais elementos que faz com que os consumidores não consigam arcar com seus compromissos.

Os elevados juros bancários também não ajudam, já que a maioria dos brasileiros recorre a empréstimos e linhas de crédito. Utilizar esses recursos não é exatamente o problema, mas sim apelar a eles sem conhecer em detalhes o funcionamento do sistema, pontua Domingos.

Frente às oportunidades de linhas de crédito, a vontade de consumir e as dívidas atrasadas, algumas dicas podem ajudar os consumidores a evitar destruir seu orçamento. Em seu livro “Livre-se das Dívidas: como equilibrar as contas e sair da inadimplência”, Domingos elabora justamente essas dicas.

O ciclo do endividamento

1. Causas – segundo Domingos, o endividamento acontece por conta do analfabetismo financeiro, do consumismo, do marketing publicitário e do crédito fácil;

2. Meios – os recursos que permitem essa situação são o cheque especial, cartão de crédito, crediário, crédito consignado, empréstimos, adiantamentos e antecipação do IR (imposto de renda);

3. Efeitos – estando endividados, os consumidores enfrentam diversos tipos de problemas, que, segundo Domingos, podem ser de ordem pessoal e até profissional, como problemas conjugais, de saúde, desmotivação, baixa autoestima, produtividade reduzida, atrasos e até faltas no trabalho.

O que fazer? Em uma situação de endividamento, a sugestão é fazer um levantamento detalhado de todas as dívidas, “separando em ‘essenciais’ e ‘não essenciais’”, explica Domingos. É importante priorizar as dívidas ‘essenciais’, para evitar o corte de serviços indispensáveis.

Outro tipo de dívida que se deve priorizar são aquelas com altas taxas de juros, que provavelmente serão dos empréstimos adquiridos no sistema financeiro. Vale à pena procurar o gerente do banco e, segundo o educador, solicitar que junte em um mesmo pacote as dívidas de cheque especial, cartão de crédito e demais empréstimos, para poder negociar uma linha de crédito diferente, mais alongada, com juros médios de 2,5%, cuja prestação seja menor do que o valor total dos juros que a pessoa pagava mensalmente.

A partir desse acordo com o banco, o devedor estará pagando não apenas os juros, mas sim o valor principal, fazendo com que a dívida seja efetivamente liquidada ao longo do tempo.

Caso não seja possível entrar em um acordo com a instituição financeira ou se a parcela não couber no orçamento, será melhor poupar para quando for procurado pelas empresas de recuperação de crédito contratadas pelos bancos, tendo, assim, melhores condições de negociar a quitação, em valores menores.

 Fonte: InfoMoney
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Dívidas: conheça os tipos de endividados e saiba evitar essa situação

janeiro 12, 2012 under Terapia Financeira

SÃO PAULO – O endividamento é uma realidade que aprisiona milhares de brasileiros. Independentemente do salário recebido, a compulsão pela compra, conhecida como consumismo, atinge qualquer pessoa, e engane-se quem pensa que o consumismo é o mesmo que consumo.

O consumo é um conceito de necessidade e é considerado saudável, mas é preciso manter a atenção para que não se torne uma armadilha, tornando-se um vício ou uma necessidade constante.

Segundo a escritora e consultora Márcia Tolotti, o consumismo é o culpado pelo endividamento. “O endividado é aquela pessoa que se joga para um risco. Ela não sabe como vai pagar, mas mesmo assim compra”.

Endividados
Os endividados são classificados em três categorias:

  • Ativo: é aquela pessoa que está constantemente contraindo dívidas e alega que teve imprevistos;
  • Sobreendividado: é o equivalente a um falido. Estoura o cheque especial, realiza inúmeras parcelas no cartão de crédito, além de empréstimos;
  • Passivo: este é o endividado que realmente passou por um imprevisto, seja ele doença, acidente, desemprego, morte ou separação.

Armadilhas
A satisfação plena e constante não existe, a frustração faz parte da vida de qualquer ser humano e os problemas não serão resolvidos durante as compras, segundo explica a escritora.

Pensando nisso, o ideal é ter cuidado para não cair nas armadilhas do consumo e não buscar desculpas para gastar dinheiro.

Para Márcia Tolotti, as causas afetivas são as principais culpadas que levam ao endividamento. “O consumismo atinge a pessoa quando o emocional está abalado”, alega a consultora.

Sem dívidas
Educar-se financeiramente, não fazer muitas parcelas no cartão de crédito, não utilizar o cheque especial e nem realizar financiamentos longos são algumas dicas para que a dívida não chegue perto.

Para conseguir “sair do buraco” e se livrar do endividamento, o primeiro passo é reconhecê-lo. Fazendo isso, crie um método de controle, como uma planilha. Coloque todos os gastos feitos numa tabela e regule suas finanças. “Para surgir um investidor é preciso que o gastador saia de cena”, finaliza Márcia.

fonte: InfoMoney

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Vencimento do IPVA começa nesta 4ª feira

janeiro 11, 2012 under Terapia Financeira

SÃO PAULO – O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2012 para donos de veículos licenciados no Estado de São Paulo começa a vencer nesta quarta-feira, 11. O imposto pode ser parcelado em até três vezes, con vencimentos em janeiro, fevereiro e março, ou ser pago à vista ainda neste mês. Neste caso, o consumidor terá direito a um desconto de 3% sobre o valor total. Em fevereiro, ainda há a oportunidade de pagar o IPVA em uma única parcela, mas sem desconto.

Cerca de 15 milhões de carros devem recolher o IPVA em SP - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE
Cerca de 15 milhões de carros devem recolher o IPVA em SP

O cronograma de vencimento deste mês, que segue o final da placa do veículo, começa hoje e termina no dia 24. O parcelamento para caminhões é diferente (veja mais na tabela).

Quem atrasar o pagamento terá de pagar uma multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, mais o juro pela taxa Selic do período.

Além do IPVA, o proprietário de veículos tem de pagar o seguro obrigatório, o DPVAT, cujo preço – R$ 101,16 – foi mantido em relação a 2011.

Para pagar o imposto, o proprietário deve estar com o número do RENAVAM (Registro Nacional de Veículo Automotores) e realizar o recolhimento em um guichê de agência bancária, nos terminais de auto atendimento, pela internet, débito agendado ou demais canais oferecidos pelo banco. Lotéricas e correspondentes bancários também podem ser utilizados.

A frota de veículos no Estado de São Paulo é de 19,6 milhões de veículos. Destes, cerca de 14,87 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA.

Fonte: Estadão

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IPVA e IPTU: parcelar ou aproveitar os descontos do pagamento à vista?

janeiro 10, 2012 under Terapia Financeira

SÃO PAULO – Quando o assunto são as contas, o começo do ano é largamente conhecido como um período complicado. Além das diversas despesas, os contribuintes ainda ficam na dúvida se devem parcelar ou aproveitar os descontos oferecidos no pagamento à vista dos impostos como IPVA e IPTU.

No caso do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), é possível quitá-lo à vista, com um desconto de 6% ou parcelar em 10 pagamentos iguais, com cada parcela correspondendo a 10% do valor total do imposto. Já o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) pode ser quitado em uma parcela, com desconto de 3%, ou em três pagamentos iguais, sem o desconto. Lembrando que os descontos valem apenas para São Paulo (cidade e estado, respectivamente).

Frente a tais opções de pagamento, qual o melhor negócio? Boa parte dos especialistas consultados pela equipe InfoMoney concordacom a seguinte resposta: depende. O educador financeiro Reinaldo Domingos explica que, antes de optar por uma ou outra forma de pagamento, é preciso observar qual a situação financeira do contribuinte: endividado, não endividado ou investidor?

“Para quem tem o dinheiro, o melhor caminho é pagar à vista e aproveitar os descontos de 3% do IPVA e os 6% do IPTU, pois não existe nenhuma aplicação de renda fixa que pague isso”, diz Domingos. Caso esteja endividado, a melhor opção deve ser o parcelamento mesmo. Nesses casos, explica Domingos, não vale a pena pegar empréstimo em nenhuma instituição financeira para quitar o imposto à vista, mesmo porque as taxas de juros não compensam o valor do desconto.

Sem vantagem
O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves, diz que, mesmo nos empréstimos mais baratos, os consignados, as taxas ao mês são por volta dos 2%, sendo que não compensam da mesma forma. O professor do Ibmec Rio, Roberto Zentgraf, concorda: “quando você prefere financiar, está tomando dinheiro emprestado e pagando juros mais caros do que o desconto do imposto”.

O educador financeiro Mauro Calil tem a mesma opinião. “É uma decisão que depende de alguns fatores. Quem tem o dinheiro para fazer o pagamento à vista tem que calcular o quanto de juros ele receberia no prazo do parcelamento versus o desconto do pagamento à vista; assim, se encontrar uma aplicação que renda mais do que o desconto, ela será um bom negócio”.

“Para quem tem o dinheiro aplicado em caderneta de poupança, vale a pena retirá-lo e fazer o pagamento à vista, pois o 0,6% de rendimento mensal dessa aplicação não supera o desconto do imposto“, analisa Calil.

Realidade financeira
Mas não são só os rendimentos que os contribuintes devem considerar na hora de tomar tal decisão. De acordo com Domingos, é preciso observar os gastos futuros e analisar se você não vai precisar de dinheiro mais para frente. Aqui, pode ser mais interessante guardar esse dinheiro. “Nesse caso, não oriento queimar essa reserva. É melhor perder o desconto do que correr o risco de ter que tomar crédito caro em uma eventualidade”.

Na prática, se o contribuinte tem o dinheiro para pagar os impostos à vista, mas em poucos meses sabe que vai precisar de recursos para uma grande festa ou outra eventualidade, é melhor pagar de forma parcelada os tributos do que ter de solicitar crédito mais para frente, com altas taxas de juros.

Por fim, os especialistas ainda fazem uma última observação a respeito do pagamento de impostos. Caso o contribuinte se encontre em uma situação em que não consegue nem ao menos pagar o valor do imposto do seu automóvel ou de sua casa, talvez seja o momento de repensar suas posses e avaliar se não está comprando e vivendo além da sua realidade financeira.

fonte: InfoMoney

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